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This is my blogchalk: Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Portuguese, English, Thais, Female, 31-35, Carpe Diem!, Alea Jacta Est.
O Espelho
O espelho não reflete a realidade, apenas uma imagem. Aqui, estou diante do espelho.
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Domingo, Junho 08, 2008
Não tem aviso prévio ou, talvez, o aviso prévio seja o aumento da quantidade de velas no bolo de aniversário. Quando a gente se dá conta, já tem meia dúzia de remédios e aquele copinho com água na mesa de cabeceira. Remédio da tireóide, remédio da gastrite, remédio da enxaqueca, remédio da cólica, remédio do enjôo, remédios da artrite, remédio da dor de corno e o escambau! Antes, eu era conhecida de todos os garçons dos botecos da cidade; agora, quem me conhece são os médicos e enfermeiros. Os gritos de alegria e de euforia se transformaram em gritos de dor. A expectativa de vida está aumentando. Dizem que, com os avanços da medicina, em breve todos nós ultrapassaremos a faixa dos cem anos. Se eu viver tudo isso, a mesa de cabeceira não será suficiente para acomodar todos os remédios. Terei que trocá-la por uma cômoda, certamente. E o que antes era copo d'água será filtro com galão de 20 litros. Não, não. Vou arrumar mais uns vícios, vou fazer de tudo pra garantir a morte antes dos cem.
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Eu recomendo:
Blog do Jerônimo Jardim
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Perdi o fio da meada.
Cheguei ao fim da linha?
Quarta-feira, Março 19, 2008
Mais um texto recuperado do outro blog.
Da série: O alfabeto segundo Ménage à Trois (e assim falou Zaratrusta?)
Lá está você, saindo com os amigos todas as noites, indo em todas as festas e em todos os bares da cidade, tirando férias em qualquer época do ano e tendo todo o tempo após o trabalho pra fazer o que quiser, sem se preocupar com a vontade de mais ninguém além da sua própria. Então você vê casais saindo do cinema ou jantando no mesmo restaurante em que você sempre janta só e sente inveja. Chega o 12 de junho e todas as pessoas do mundo são casais felizes menos você. O 12 de junho deprime. Você é desinteressante, fracassada e só.
Até que um dia você também encontra alguém. Adeus amigos e festas e bares todas as noites, adeus férias em qualquer época do ano. Você descobre que gostar é abdicar de muitas coisas. Ele gosta de massa e churrasco, mas detesta comida japonesa. Adeus restaurantes japoneses, adeus sushis e sashimis. A sua cama não é mais só sua, o seu banheiro não é mais só seu, os seus programas não são mais só seus. De repente, os casais que você invejava, os casais que pareciam tão felizes, todos os casais a sua volta brigam, discutem, se ofendem, se evitam. Chega o 12 de junho e você tem a obrigação de viver uma noite romântica perfeita. O 12 de junho oprime. Você inveja todos aqueles que têm o tempo todo só para si, para fazer ou não fazer o que bem entenderem, quando bem entenderem. Você se achava desinteressante e fracassada? Por acaso você não era feliz sozinha? Sim, você era feliz sozinha.
Todos falam e escrevem e reclamam do drama que é gostar e não ser correspondido. Por que ninguém pensa no drama de gostar e ser gostado? Por acaso não acham que esse também é um drama?
Ele acabou de fazer um penne ao molho de nata, vocês estão vendo televisão juntos e essa idéia não lhe sai da cabeça. "Eu era feliz sozinha!" Você sente as palavras na garganta, as palavras vindo como um grito: "Eu era feliz sozinha!" Mas ele olha pra você. Ele a abraça, passa a mão no seu cabelo. O grito fica suspenso no céu da boca e o coração dispara. Não há nada melhor que isso. Nada pode ser melhor que isso.
Gostar é um dilema.
Domingo, Fevereiro 10, 2008
Eu tenho um blog que está morrendo. Antes de enterrá-lo, passo para cá alguns dos textos de lá.
Queria uma palavra expandida, sangrada, que ultrapassasse margens e ocupasse espaços e fosse tomando conta de tudo até que ninguém nem pudesse mais dizer que palavra era aquela. Uma palavra sem limites. Queria uma palavra que não tivesse um rumo certo, uma orientação, um som, um significado. Mas não uma palavra vazia, despida de tudo. Pelo contrário. Uma palavra cheia, que abrigasse todas as idéias, todas as cores, todas as idades, e todos os livros, todas as casas, todas as ruas, todas as cidades, todas as estrelas, todos os sons, todos os sonhos, todos os filhos e todos os pais, todos os amantes e todos os amores, todos os tudos de todo o mundo. Queria a liberdade com toda liberdade.
Sábado, Janeiro 19, 2008
Ommmmmm Ommmmm
Não pensa em nada, não pensa em nada.
Mas como?
Fecha os olhos.
Ommmmm.
Pronto, agora é só desconectar. Pensa em coisas que tragam paz e tranqüilidade. Uma cachoeira. O barulho da água.
O barulho de água me irrita. E além disso, você não tinha dito pra eu não pensar em nada?
Sim, mas se você pensar que está em um lugar tranqüilo, sua mente vai descansar. E quando a mente descansa...
A gente pára de pensar? Cruzes!
Você não está se concentrando. Foco na respiração. Inspiiiiiiiiiiiiira pelo nariz. Faz de conta que você quer aspirar o mundo. E depois, expiiiiiiiira pela boca, manda todo o ar embora.
Não tá dando. A parte de colocar o mundo todo dentro de mim é fácil. O problema é soltar. Sempre fica um arzinho de reserva.
Solta ele.
Não!!!!
Sabe o que significa isso? Você ainda está muito apegada ao mundo material. Você está muito apegada à vida.
E isso é um problema?
Claro! Você tem que se desligar do mundo material e entrar em contato com seu eu-interior. Como é que você quer meditar se não consegue se desligar das coisas?
Mas eu acho que não quero meditar. Quem inventou esse lance de meditação foi você.
A meditação é importante para o auto conhecimento. E o auto conhecimento é importante para pôr as coisas em perspectiva e se relacionar com o mundo de uma outra forma.
E pra isso é preciso não pensar em nada?
Você tem que se livrar dessas angústias.
Eu gosto das minhas angústias!
Tá vendo!!!! Você chegou a um ponto em que pensa que as angústias são coisas boas!
Angústias são coisas boas. Se eu não tivesse minhas angústias, talvez eu fosse uma pessoa conformada. Conformada com a violência, conformada com a corrupção e com todos os absurdos desse país, conformada com um emprego medíocre ou com o conhecimento que já adquiri. É por causa das minhas angústias que eu quero ler mais, saber mais, conhecer mais, estudar mais, viajar mais. É por causa das minhas angústias que eu quero lutar contra as injustiças, que eu quero brigar pelo que eu acho certo ou justo, pelo que eu entendo como direito. E se o que distingüe o homem dos animais é sua capacidade de pensar, por quê diabos negar essa capacidade, ou abrir mão dela? Não! Não! Não! Eu quero pensar, eu quero me angustiar, e, nesse exato momento, eu também quero sair dessa posição ridícula e desconfortável!
O seu problema é que você não está disposta a tentar.
E o seu, o SEU problema é que você quer tentar!
Ommmmmmmmmmmmmmmmmm.
Ommmmmmmmmmmmmmmmmmm.
Ommmmmmmmmmmmmmmmmmmm.
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
Um ano bom. Um ano ruim.
O que foi 2007?
O que será 2008?
Todos os anos, as mesmas perguntas.
E pularei mais ondas, e farei mais pedidos,
mesmo não acreditando em ondas e em pedidos.
Se tiver sorte nas estradas e caminhos, continuarei por aqui,
imaginando
o que será
2008 e
mais um ano
mais um ano
mais um ano
Domingo, Dezembro 02, 2007
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Ausente, ocupada, deprimida, distraída, doente, estressada, esquecida, desinteressada, desinspirada, atordoada, cansada.
Quantas desculpas poderia inventar?
E talvez algumas sejam verdade. Ou todas. Ou nenhuma.
Mas não há desculpas. Não há. E nem há do que me desculpar.
Não há.
Haver. Ser.
Tudo muito abstrato.
Sair da vida é como sair de cena.
Todo escritor morre diversas vezes. E todo ator. E todo músico. E todo artista. E todo mundo.
Morro a cada fim, a cada partida, a cada despedida, a cada ponto final, a cada último acorde.
Ser. Haver.
Não há.
O que não há?
Sentido!
Nada faz sentido.
Nada.
Como um eco.
Nada. ada. ada. ada.
Interminável, infinito
Nonsense.
Não sei.
Nunca saberei.
Nada. ada. ada. ada.
Sentido?
Nenhum. Não adianta procurar.
Não há.
Haver. Ser.
Tudo muito abstrato.
Quantas desculpas poderia inventar?
Ausente, ocupada, deprimida, distraída, doente, estressada, esquecida, desinteressada, desinspirada, atordoada, cansada.
Máquina do Tempo
Estação
"Se tudo passa, talvez você passe por aqui."
online
Com orgulho


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