Eu tenho um blog que está morrendo. Antes de enterrá-lo, passo para cá alguns dos textos de lá.
Queria uma palavra expandida, sangrada, que ultrapassasse margens e ocupasse espaços e fosse tomando conta de tudo até que ninguém nem pudesse mais dizer que palavra era aquela. Uma palavra sem limites. Queria uma palavra que não tivesse um rumo certo, uma orientação, um som, um significado. Mas não uma palavra vazia, despida de tudo. Pelo contrário. Uma palavra cheia, que abrigasse todas as idéias, todas as cores, todas as idades, e todos os livros, todas as casas, todas as ruas, todas as cidades, todas as estrelas, todos os sons, todos os sonhos, todos os filhos e todos os pais, todos os amantes e todos os amores, todos os tudos de todo o mundo. Queria a liberdade com toda liberdade.
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"Se tudo passa, talvez você passe por aqui."
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